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Guia

Presente para colega de trabalho

O que é apropriado, o que é pessoal demais, e o que um presente para o chefe comunica que um para o colega não comunica.

Por Equipe Presenteador · Publicado em · Revisto em

Notioly v2

A regra do presente de trabalho é uma só: ele não pode criar uma conversa que a pessoa não escolheu ter. Tudo o mais decorre disso.

O que é apropriado

O presente de escritório funciona quando é agradável, impessoal e fácil de receber na frente de outras pessoas. Esse último ponto é o teste mais útil que existe: se abrir na frente da equipe seria constrangedor, está errado.

O que passa nesse teste, quase sempre:

Consumível. Café, chocolate, biscoito, uma cerveja, algo da terra de alguém. Acaba, não ocupa espaço, não exige gosto e não diz nada sobre o corpo nem sobre a vida pessoal de ninguém.

Item de mesa útil. Caneca boa, caderno decente, uma caneta que escreve bem. Baixo risco, uso diário, e a pessoa não precisa fingir que gostou.

Algo ligado a um interesse que a pessoa já declarou no trabalho. Se ela fala de corrida toda segunda-feira, um item de corrida é seguro — porque ela mesma tornou o assunto público. Você não está adivinhando; está usando o que ela contou.

Faixa de preço: mais baixa do que você imagina. Entre R$30 e R$50 cobre a maior parte dos casos, e ir muito acima disso costuma criar mais desconforto do que simpatia.

O que é pessoal demais

Perfume e cosmético. Escolha sobre o corpo da pessoa. Fora do escopo de uma relação de trabalho, mesmo com boa intenção.

Roupa e acessório de vestir. Tamanho, gosto e uma proximidade que normalmente não existe.

Qualquer coisa sobre aparência. Produto de cabelo, item de dieta, qualquer coisa que possa ser lida como comentário. Mesmo que não seja, o risco de ser interpretado assim já é motivo suficiente.

Presente caro. Cria dívida. A pessoa vai se sentir obrigada a retribuir em valor equivalente, e você transformou um gesto em uma transação pendente.

Piada interna que nem todo mundo entende. Funciona no grupo pequeno, isola no grupo grande.

Presente para o chefe

A pergunta que vale fazer antes: é aniversário, despedida ou Natal? Porque as três situações são diferentes.

Em despedida, presente coletivo é o formato certo. Todo mundo assina, todo mundo contribui, ninguém fica exposto.

Em datas comuns, o presente individual para o chefe é mais delicado do que parece, porque pode ser lido como tentativa de aproximação interessada — mesmo quando não é, e às vezes especialmente quando não é. Se a cultura da empresa não tem esse hábito, não crie o hábito sozinho.

Se ainda assim for dar: consumível, valor baixo, cartão do grupo. E jamais algo que sinalize intimidade.

A direção contrária — chefe presenteando a equipe — é mais simples e vale a observação: se for dar para um, dê para todos, e dê a mesma coisa. Presente diferenciado dentro de um time é uma mensagem sobre hierarquia que ninguém pediu.

O amigo secreto do escritório

É o formato mais comum e o mais mal executado. Três coisas resolvem quase todos os problemas.

Valor combinado em voz alta, antes do sorteio. Entre R$30 e R$50 é a faixa que funciona. O guia sobre quanto gastar entra em detalhe.

Tema. "Algo comestível" ou "algo que caiba numa caixa de sapato" resolve o problema de ninguém conhecer ninguém, que é o problema real do amigo secreto de escritório.

Uma saída para quem tirou um desconhecido. Perguntar a um colega próximo é permitido e é o que metade do grupo faz. Vale dizer isso no começo, para que ninguém fique travado por achar que é trapaça.

E se você tirou alguém de outro andar que nunca viu: consumível bom. Não consumível genérico — bom. É o presente com a maior taxa de acerto quando o que você sabe sobre a pessoa é o nome dela.